28 setembro 2007

NO POEMA

Pintura de Monet


NO POEMA

No poema ficou o fogo mais secreto

O intenso fogo devorador das coisas

Que esteve sempre muito longe e muito perto.

+++

REGRESSAREI

Eu regressarei ao poema como à patria à casa

Como à antiga infância que perdi por descuido

Para buscar obstinada a substância de tudo

E gritar de paixão sob mil luzes acesas


Sophia de Mello Breyner Andresen



Obrigado
Hay por me fazer retornar à casa
e mais uma vez ao poema,
o que para mim são a mesma coisa.

3 comentários:

Cátia disse...

Volto depois, aqui meu comentário precisa ser o segundo.
Nossa como isto é lindo!

Hay disse...

Querida Carol!

Esmagar esse grão na solidão desse moinho e transformar esse fino pó, nem sempre deve ser fácil para dar-lhe a vida. Mas no fundo isso é a tua essência, é o melhor de ti.

Deixo um poema de Renata Pallottini

IMAGEM

Quem de repente o susto
de um encanto me impõe,
um tão súbito encanto
que é espanto e som,
quem meu nome murmura
e de repente muda
todo o tom de uma tarde
com sua voz que arde,
quem suas horas de ouro
vem de passo me abrir
não és tu, com certeza.
É o eterno de ti.

Beijos
Hay

Marilac disse...

Carol,
Que você possa sempre nos presentear com seus belos poemas..

Poesia é vida, é magia. consolo, alegria e esperança!

bjs

Marilac